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Blog de l'Alliance Française de Natal, Brésil

Fernando Gurgel em mostra na Aliança Francesa

A Aliança Francesa de Natal recebe a mostra Tempo Concreto do artista plástico Fernando Gurgel. O artista apresenta nesta exposição as suas reflexões sobre a cidade e como o homem se relaciona com ela. Sua poética surge de andanças, dos acúmulos das experiências vividas nas inúmeras cidades que conheceu. A inauguração da mostra decorre às 20h desta quinta-feira, 15 de dezembro. A exposição permanece na Galeria D’Arts José Valério Cavalcanti e pode ser visitada pelo público até o final de dezembro.

TEMPO CONCRETO
Nessa primeira década do século XXI, a cidade tem sido objeto de estudos e narrativas e, portanto, de reflexão e produção de conhecimento. Fernando Gurgel apresenta na exposição Tempo Concreto suas reflexões sobre esse fenômeno com um rigor característico do construtivismo, guiado por uma necessidade espiritual, o artista responde a uma necessidade exterior: a urgência em entender o que são, como podem ser as cidades hoje e a relação entre o corpo e a cidade. No processo criativo do artista o trabalho segue um plano preconcebido, há os ajustes e o refinamento das proporções e das idéias à forma. Conserva os conceitos da relação plana entre figura e fundo.

Sua poética surge de andanças, dos acúmulos das experiências vividas nas capilaridades das inúmeras cidades que conheceu. No trabalho Corpo Urbano, o artista comenta sobre a mútua configuração do corpo e a cidade. Assim como a cidade reconfigura nosso corpo com as inscrições de suas memórias; o corpo se inscreve e contribui para os novos traçados da cidade. Isso porque o corpo registra as sensações que a arquitetura do espaço urbano é capaz de provocar. Temos então uma simbiose entre o corpo do cidadão e o corpo-cidade.

Segundo Michel Certeau, o corpo, na geografia urbana, não se orienta por mapas ou gp´s, mas cartografias mentais e afetivas que variam de acordo com o estado de vida de cada um. Construímos através das vias urbanas um saber subjetivo, lúdico, amoroso. Esse saber é comentado no trabalho Como faço para chegar a ti?

Nas pinturas todas as silhuetas estão em posição de quem acabará ou está prestes a tomar uma atitude. São portadoras de um certo grau de dinamismo necessários aos habitantes das grandes metrópoles. Apesar de cada sujeito viver em um tempo próprio, o relógio e a linha reta ordenam a cidade e os inúmeros corpos que por ela transitam, legitimando ou não aquilo que foi projetado.

Fernando Gurgel está atento aos embates do corpo-cidade. No trabalho Partes, a floresta concreta dialoga com a floresta verde. Isso porque o artista está atento as disputas de espaços em Natal. Caminha por dentro dos vários tempos que a cidade cria e acolhe. Enquanto o urbanismo busca a ordem por meio de mapas e planos. A preocupação do artista estaria mais na desorganização de cartografias cristalizadas por um cotidiano automatizado. Assim, convida o observador a livrar-se de seus condicionamentos e vê a cidade não por cima, mas numa escala humana que permita perder-se e, assim, aguçar os sentidos abrindo a possibilidade de novas percepções.

Sanzia Pinheiro Barbosa (Curadora)

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Cette entrée a été publiée le 2011/12/15 par dans Aliança Francesa de Natal, Artes Plásticas, cultura, Francofonia, Natal, et est taguée , .
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